Nas fazendas, os resgatados atuavam sem equipamentos de proteção e não tinham acesso a itens básicos, como banheiros, camas ou local adequado para alimentação. Em Várzea Nova, os trabalhadores dormiam sobre sacarias de sisal, caixas e botijões de gás, enquanto em Gentio do Ouro, o descanso era feito diretamente no chão sujo, com pedaços de papelão e restos de espumas. As necessidades fisiológicas eram feitas no mato, e os banhos, com baldes e canecas improvisadas.
A situação de higiene era crítica, com alimentos mal armazenados e consumo de água contaminada, o que já havia provocado mal-estar em alguns dos trabalhadores. Além disso, a remuneração era inferior ao salário mínimo e o trabalho envolvia o uso de máquinas perigosas sem a devida proteção. Um dos trabalhadores, inclusive, perdeu dois dedos durante o corte do sisal. O MTE segue investigando os responsáveis pelas irregularidades e tomará as medidas legais cabíveis.
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