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O promotor de Justiça do Ministério Público do Acre, Tales Fonseca Tranin, investigado por um suposto envolvimento com uma facção criminosa, admitiu no último dia 13 de junho (sexta-feira), que teve encontros sexuais com detentos do sistema penitenciário do estado. Apesar dos casos amorosos, ele negou as acusações a respeito da investigação.

Segundo Erick Venâncio, um dos advogados do promotor os encontros com presos do regime semiaberto tinham objetivo de natureza exclusiva sexual.

"Esses contatos se deram exclusivamente em sua residência e mediante pagamento. É importante que isso fique claro. Ele nunca teve qualquer outro tipo de contato com essas pessoas, seja de convívio, seja de amizade, seja de qualquer outra natureza. Muito menos envolvimento com organização criminosa e com a prática de um crime", afirmou.

Existe a suspeita de que Tales Fonseca tenha se relacionado com, ao menos, 20 presos monitorados. O promotor foi afastado das suas funções no dia 20 de agosto, após decisão do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

O autor do pedido de afastamento, que não teve o nome revelado, justificou o requerimento citando a investigação de cunho sexual que pesa contra Tales Fonseca. O deferimento foi realizado por Angelo Fabiano Farias da Costa, corregedor nacional, e por outros corregedores em decisão unânime.

Relacionamentos

Em algumas situações, os relacionamentos amorosos teriam acontecido durante inspeções em unidades carcerárias durante o horário de expediente. Além disso, os atos teriam acontecido com presos conhecidos por integrarem facções criminosas, e mediante a pagamento.